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Em entrevista a Rádio Capital, Marcus Vinicius Ramos Gonçalves, explica sobre a campanha que visa conscientizar para os casos de assédio sexual no ambiente de trabalho

31 de Janeiro de 2018

Veiculo: Rádio Capital


A campanha #EuDigoNão visa alertar para os casos de assédio no ambiente de trabalho
Foto: Iladem/Divulgação

Assédio sexual é um tema que, a cada dia, vem ganhando as páginas dos jornais e espaço nos noticiários na TV, rádio e internet. Além dos escândalos recentes em Hollywood, no dia a dia há casos muito sérios acontecendo nas empresas como um todo. Por conta disso, o Iladem – Instituto Latino-Americano de Desenvolvimento – realiza uma campanha de combate ao assédio sexual no ambiente de trabalho.

A entidade lançou uma cartilha gratuita para as empresas interessadas em conscientizar seus colaboradores quanto a esse problema tão grave e que atinge 50% das mulheres economicamente ativas.

Sobre este assunto, o repórter Cid Barboza conversou com Marcus Vinícius Ramos Gonçalves, presidente do Iladem. “Infelizmente, o assédio é algo recorrente que temos, por causa da cultura que temos na nossa sociedade de violência contra a mulher e de não respeitar os direitos mais elementares da mulher. Isso tem repercussão também no ambiente de trabalho” explica.


Marcus Vinícius Gonçalves, presidente do Iladem
Foto: Divulgação

Ele explica que tipos de condutas se caracterizam como assédio sexual no trabalho. “O assédio também pode acontecer em relação ao homem, mas ele é mais recorrente – 80% dos casos – com as mulheres. Ele se caracteriza por aquela situação em que há uma insinuação, um pedido de favor de natureza sexual, a proposta de relacionamento sexual com o empregado. Esta situação pode ser entre colegas ou entre um subordinado e alguém que é hierarquicamente superior”, frisa. “Na circunstância em que temos a relação de poder, portanto, em que existe uma subordinação, além das consequências de natureza trabalhista para a empresa, temos para o assediador uma consequência de natureza criminal, em razão de uma reforma que tivemos no Código Penal em que o assédio é considerado crime”, acrescenta.

Marcus Vinicius ressalta também como é o comportamento do assediador. “Costumeiramente, o assediador se aproxima com aquela conversa ‘mole’. Aquela mão no ombro, na cintura, aquele comprimento mais forte, aquele bom-dia com abraço, aquele elogio fora de contexto. Essas circunstâncias são bastante comuns”, salienta.

Segundo o presidente do Iladem, a pena para o assediador pode chegar a quatro anos de prisão em regime fechado. Ele ainda destaca que muitas vítimas ainda têm medo de denunciar. “Isso acontece pelo medo de perder o emprego. Além disso, elas sentem vergonha. Elas não têm apoio”, diz.

As empresas que quiserem participar da campanha #NãoAoAssedioSexual podem entrar em contato com o Iladem, que promove palestras gratuitas sobre o assunto, pelo site www.nãoaoassediosexual.com.br.

Confira a entrevista aqui.



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